domingo, 26 de maio de 2013

Um texto aí.

Que dificuldade em escrever novamente. Naquele tempo em que colocar pra fora era tão legal que era só o que eu sabia fazer. Hoje, hoje é outro dia, um que eu sinto necessidade e outro que não.  É tão inútil, sem objetivo escrever aqui. Eu lembro que escrevia muito porque as coisas iam mal ou eu queria que algo acontecesse, sabe? Escrever no papel e pá, tá na vida. Era só busca por atenção. Eu sei que eu ainda necessito de atenção, todo mundo necessita de atenção, e pode ser um dos motivos desse texto, mas tudo bem. Muito na vida é uma repetição e eu aqui é uma repetição sobre um sentimentos repetidos que eu senti alí atrás, no canto e me perseguiu até aqui, sem sinal do universo, sem nada. É tudo putaria de alguns átomos de hidrogênio se relacionando, se você der a eles uns 17 bilhões de anos, apenas especial desse jeito. A única questão é o ambiente que vai mudando e uma idéia nova que faz você pensar que sabe algo que não sabe, novamente. Eu já nem me preocupo mais com isso. Eu só busco o próximo e só vou parar na morte. Não, isso não é triste, não é chocante, não é macabro, nem depressivo, é  só vida, normal,  parem de querer julgar e classificar meu texto, pessoa. O importante é andar por onde vocês não andam, é não ver graça no objetivo proposto pra mim. 
Sei lá. Não tenho objetivo algum, devo ter falado alguma besteira por aí por cima. Eu só queria saber qual o meu objetivo, então eu comecei a escrever pra ver o que eu escrevia e assim descobrir meu objetivo, que não é só escrever. Eu sei que eu quero família, gosto de trabalhar e aprender. Mas a medida que você trabalha e ver que o tempo vai passando  louco desenfreado e você seguindo mais uma vida normal, daquelas das estastísticas, nada de especial. Não era pra ser assim, eu sou um pouquinho diferente de todo mundo, a gente fala isso pra gente toda hora. Que bosta. Viu como é comum ser ignorante?
Agora sim, eu li o primeiro parágrafo. Quando eu falo objetivo, não sei se pareceu "sentido da vida". Isso tudo é tão adolescente(olha eu julgando) que a gente cria até um certo preconceito com esse tipo de coisa. Não procuro sentido, eu quero passar um dia após o outro, devagarzinho, um passinho e outro passinho. O problema é que eu não vejo pra onde o passinho tá me levando porque eu tou muito ocupado em dar o passinho, entende? Eu preciso estabelecer um objetivo pra ver se eu não me perco nos passinhos. É como se eu tivesse correndo de cabeça baixa, olhando pros pés pra não cair. Isso é muito importante e racional, claro, mas eu não tou satisfeito. Quem devia? Sabe, eu não sei se esse negócio de ter que fazer algo bom na vida foi implantado na minha cabeça, e que ter uma vida comum e bestinha, sem grandes feitos é normal, tá tudo bem, isso aqui é só uma viagem que eu faço no começo de todo universo.  Eu gosto de usar o universo como referência só pra enfatizar minha insignificância em tempo e espaço, ser insignificante pra mim não tem um lado ruim nesse sentido, até porque eu posso fazer o que quero sem ser notado.
Sabe, eu podia perder tempo aqui falando da vida, dos problemas que chegam na varanda, do mundo pessoal, quem errou, quem julga  a gente assim, quem me deixou, quem eu deixei, quem me acompanha, quem era o cego e não via seus problemas, quem fez as escolhas erradas, o que ficou pro passado, no que eu devo me concentrar, se eu aprendi com isso, se você aprendeu também. Eu sei que isso importa e várias vezes aparece pelo caminho, mas, sinceramente mesmo,  do que importa isso agora? Se eu tou no meio de um passinho? Tá todo mundo correndo mesmo, ninguém parou. Quando você vê de longe(do futuro), é como se fosse uma dor na batata da perna. Todo mundo sente um pouquinho mas depois vai andando. A diferença é que essa dor dá saudade na gente porque o caminho fica vazio, porque a gente olha pra baixo na hora do passinho e não quer ver o que tem de paisagem(e isso é foda, queria eu ter controle de ver a paisagem que me ronda).  A gente fica doido pra dor voltar(isso não é ruim, não me entenda mal, ela também faz parte da paisagem) mas inventa uma desculpa pra se enganar que não sente falta, só pra continuar andando. É o cruel e divertido joguinho que todo mundo joga, mas joga sozinho.
Eu queria saber como era escrever um texto sem revisão(mentira, eu revisei) e sem vaidade(tem um pouquinho também), sincero e transparente(isso é verdade). Eu só comecei a escrever, como um passinho do meu dia, procurando um objetivo aqui perdido no infinitozinho da minha cabeça(porque minha internet caiu e eu não pude trabalhar), nada mágico, tudo apenas misturado e muitas vezes, como hoje acabou de ser comprovado, preguiçoso de visita. Pois é, hoje, no meio de um passinho, meu objetivo era só escrever. Pronto, agora o que é que eu vou fazer, meu deus? O dia acabou de começar.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Teoria do sonho real.

Cansa a mente de inventar mil futuros, cansa a vida de não viver seis de todos estes. Há uma gravidade que nos puxa para o fim, que não nos deixam parar, nos arrastam. Seja por boa vontade, ou na esperança de um presente do acaso, eis a introdução à lapidação do desejo em sonho real, da transformação daquele que sobrevive naquele que vive.
O sentido da vida é um vazio, um vazio a ser preenchido. É uma lei que estamos submetidos, a vivência, onde sentimos que nunca paramos, a força que nos faz sempre se agarrar nas poucas coisas que de um dia para o outro nos torna inúteis. O que te faz viver por viver? Ainda mais longe, apenas o que te faz viver? É a lei do vazio da vida, a transformação do instável no estável, o equilíbrio, o gerador de energias para o universo. Mas dentro desta, existe dois lados que no fazem caminhar, o bem e o mal, o sonho real e o desejo.
O sonho real não se rende a quietude e a rotina, os desejos sim. Um sonho real é aquele em que não se pensa em impossível, é aquele em que se produz, por todo o tempo. O desejo é aquele que te desbota, o que causa sofrimento, o que não se alcança, o sem importância que te martela, desgasta. Se realmente existe um sonho em você, você o limita até virar desejo? Ou, você o trabalha até virar real? Quanto de importância você ver em seus sonhos para que não se tornem desejos? Há uma simples e ilusória diferença, porém todos estamos afundados.
Um sonho real desconhece obstáculos, ele é irmão da vontade, em que estamos sempre lutando para preenche-lo; não apenas imaginando o que haveria de ser, é no coração deste tolo que vive o desejo. Compreenda o ser que agora você é, livre-se dos seus desejos, e o que te resta? Quais são os seus sonhos reais? Você tem um sonho real?
Então, você luta por ele

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Luz pro pequeno.

Eu mergulhei no profundo mundo inconsciente, nadei até as pedras preciosas e me afoguei por lá.

Não é duro o caminho, é confuso.
A maior perdição e ambição humana é a busca. O homem sempre está procurando algo. A perfeita imperfeição humana traz
a alegria e a tristeza, e o que eu sei? Eu sei, mas o que não compreendo é o fato de o grande sempre dizer que não é
preciso de tudo entender. Um fato é facilmente criado pelo simples, mas o encadear de sua simplicidade o torna complexo,
ou pelo olhar, ou pela falta de conhecimento em vontade de aprender/entender.
E o meu consciente pede ao meu inconsciente que o trabalhe e o realize em seus princípios, ele sofre e quer que dentro de sí
próprio se dissolva a solução, o Deus que me habita, é uma tarefa fácil em relação a aquele que trabalha na experiência, que
sacrifica e leva ao limite, prefiro a dualidade.
Um ser perde muito ao tentar encontrar o Deus, ao chegar perto de Deus. Não que seja uma maldade,
mas tentar entender o ser que é Deus, faz você perder o ser que você é, trocam-se os objetivos e tudo até parece ser
muito claro, e fica tudo muito frio e sem graça. Momentos que foram construídos por qualquer outro conjunto de momentos são
únicos e são os únicos que constroem o próximo que já não deve ser relevado, o simples e o comum. Não há sabedoria suficiente,
porém há lacunas para se preencher de sabedoria inexistentes, criação. Repito, o mundo foi criado em dualidade, somente.
Foi das trevas que surgiu a luz, foi da morte que vive Jesus.
Devolvo o soco de minha própria mente, e envaideço meu ser para que seja rebaixado, humilho meus desejos e reconhecimento,
só assim me acho limpo, pacífico e equilibrado.
Agora aliviei o calo, mas não sei se é disso pra viver.
Todos os meus atos fazem parte de um plano maior.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Gosto.

Não gosto de sentir dor.
Eu sou um amargo,
Gosto raro do xarope,
Não dirige o próprio carro,
Afoga-se no desejo,
Dormi o dia inteiro.
Descobri que sou errado.
Pensa fraco, pensa forte.
Não que eu não tente,
Eu não vejo.
Começo algum termina em mim.
Disposição, pra mim, é tesouro.
Agarrado no ciclo, estou nele.
Primeiro o que não se ganha,
O que importa, se não perde, entorta.
O que não me serve, me acorda.
Quem acolhe é a escravidão,
Nos olhos de quem ver melhor, a mente.
Rotina em sinônimo de automático.
Onde se achará o filtro correto?
Trabalhado inconsciente, dom.
Estragado, vejo consciente, desespero o dia.
Para os olhos, o que deve acontecer?
Machucado, o orgulho fere coração.
A falta de prazer é culpa.
Não enxergar o poder, é defeito.
Suba este caminho onde eu te guardo,
Se jogue em um canto escuro,
Ninguém te ver, ninguém te sente.
Vejo sim, desaprovado.
Fraqueza negra, uma palma, uma cara.
Movimento doce, solidão aguarda.
Prezo pelo soar que não lhe cai bem,
Mas da angústia, seja refutado.
Meu doce lado desistente,
Diz calmo e chato, para o amargo:
- Prefiro que descanse em paz.
Algo assim não acontece,
Como em um dia e o calendário.
Por mim e pra mim,
Ambos, o mesmo gosto.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Do limite ao lamento.

Limitação,
Lamento não ter seguido o sonho.Entre a minha faca e os seus cacos,Meu coração, agora eu o ponho.
E a mão em que eu me segurei,Bateu-me no rosto, merecido.Aquelas três palavras que despertei,Agora, não se fazem deficientes do sentido.
Já que me forçaram um caminho,Dedicarei a ele, minha espada.Sigo/segurar-me-ei nele sozinhoAté que toda esta dedicação,Novamente, esteja errada.
(Des)espero que isto traga equilíbrio,Penso agora na sua grande solução.
(Des)espero que isto não dê um giro,E nasça um erro, não limitação.Lamentação?

domingo, 2 de janeiro de 2011

A fada e as estrelas.

Sobe, aclamo o cumprimento e se sucede as boas palavras. O medo da noite torna madrugada quando chega. A fada suavemente decola o sentimento de bem-estar quando tudo já está escuro, refúgio sofrido do que não é alcançável; traz a magia.
Lembro bem e a sorte esqueço, no dia em que ando ao meio da película dos que gostam de se distrair e de repente, vejo. Muito esperto pro beijo, muito linda, a flor. Singelo, bastou o tempo passar raso; várias palavras foram jogadas como os dias que passaram e as pessoas que eu nem falo. Em um segundo, transparente; no outro minuto, um mistério desvendado e dois novos encontrados. Belas, as canções me mostrando um pouco mais da dimensão do outro lado do verso. Me deva seus olhos para que eu possa me ver em você. Decepcionada, a rotina, esquecida. Vejamos os olhos através da fonte. Aproximados através dos sonhos, os que iludem, mas o que compreendem e superam pelo fato de não perder tempo com a brincadeira do que haveria de ser sério.
Enquanto, o plano das películas diminuindo o longe e aumentando a palavra, o desejo de encontrar o novo. Expectativas, a maior criação deste sorriso, e a mais indesejável aos ouvidos da decepção ao estar presente. O filme está projetado e os atores foram escolhidos, ao bom dedo do acaso; este acaso que foi um dom do destino? O que quer seja. É claro que como se não vê o certo então ao imaginário, dez mil enfeites são inventados. Vemos, com os olhos abertos, então não nos deixamos iludir.
Não esperaremos como não esperamos, e em seguida o capítulo já deve estar pronto. Se serviu, final feliz; se não, não há final. Acredito que ambos desacreditados, já sonhamos o tolo sonho de chegar até lá, mas a tristeza não faz parte de todo sonho, como todo o sonho não se tornará realidade. E do que importa se haverá planos distintos? Entre todos os desejos, o sonho é simples: Que não se percam as estrelas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

O Primeiro.

O momento chega ao seu fim,
Como todos o fins chegaram aos recomeços.
O desmanche do sentimento,
A busca da resposta, cansaço.
Não o fim, mas o intervalo.
Procurar saber mais o que sou,
Do que tentar sempre saber desse mundo.
Esquecer as palavras complicadas,
Correr para a família, pro meu canto.
Socorrer o meu egoísmo, já é ódio.
Desde quando isto é moda?
Não se torne meu desespero, torne-se meu alívio.
Afinal, pertenço eu ao mesmo.
Está bom, está indo.
Dúvidas já não precisam ser reveladas.
É bom ser forte e parar de pensar besteira.
Também serve no imperativo.
Devo correr e não mostrar,
Meu refúgio, separado do meu mundo.
Dedicou-se a mim, enquanto eu?
Devo partir, por momentos,
Enquanto a tristeza não me alcança.
Até logo Segundo,
Pois o Primeiro, sou eu.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Em quantos eu puder.

Ei, se quer me entender, comece pelo fim, ou recomeço.
Bom, já sabem. E vocês podem.
É, a doença se foi. Nos meus olhos dá até pra ver. Incrível pensar é que dois é um número tão grande para ser superado, em pensar que é tão pequeno por sermos apenas dois, eu entendo que tentaram equivaler os dois diferentes. Talvez haja um dois em dois, e não apenas o dois de cá. Sendo assim, de dois em dois, nós podemos formar números grandiosos como o Um. É aquele Um que chamam de amor. Como Ele e eu formamos, como eu e você formávamos e como você e Ele formam.
Talvez o egoísmo daquele queira não fazer, não somente nós. Mas Ele ensinou que com este, ninguém pode.
Sim, não muda muito o erro. Até que eu lembrei o real motivo.
Foi tão pouco, pra tão muito, em todos os sentidos. Bom, foi como eu li naquele livro ou ouvi naquela música. Esses lugares de onde vêm verdades, e a gente absorve-os sem filtrar nada, verdade absoluta. Depois, a gente para de observar, vive um pouco. Nesse momento, descobrimos que metade daquilo que lemos e ouvimos era realmente verdade, mas não em todos os seus casos, preferir viver a verdade que dói? Ei, não existe só aquela.
Embora ainda muito longe Dele, ainda sinto o toque em mim.
Eu percebi que eu fui atrás de algo perdido enquanto a próxima frase não havia chegado. Bom, felicidade não é? Embora orgulhoso de ter me perdoado, não sinto orgulho de ter o feito.
É bom se imaginar feliz, em pensar que o futuro sem nós, não me faz bem, pra ninguém.
Não sei se sou eu mesmo que relaciono tudo, mas seja eu por dentro possuindo os dois, acaba não sendo só eu.
E o filete de luz que passa pelo prisma e causa todas aquelas outras cores, se a gente sempre tentar escolher a cor mais bonita, acaba não passando por ele. O que não quer dizer que a luz se apague. Entende?
Penso eu que o pedido seja Dele.
Engraçado? Hum, engraçado é você ser expulso do mundo por alguém, e o mundo inteiro ficar pedindo pra você voltar. E somente você sabendo que nunca saiu de lá

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Esclarecimentos.

Perdido, no mesmo lugar e no meio do tempo, passa rápido, passa devagar, passo pra frente, passo pra trás. Não são boas, ás vezes, quando se perde, não necessariamente algo que não seja você, o que me refiro agora é a perder-se de si próprio. Sensação de desespero e medo com uma cobertura de boas e passageiras. Creio ainda ter iludido, porém, creio ainda ter mais odiado depois que tudo foi ao chão.
Relembrar seria reviver, tristemente reviver. Causar dor, procurar uma problemática sem solução, acordar tarde demais de um pesadelo dentro de um sonho. Não há troca por aquilo que você sacrificou por algo que não existe, talvez haja uma troca a partir das palavras, do limite. Derramar sangue e estourar bombas não seria o meu ofício, talvez os bons momentos que se provaram insistentes assim como a minha memória que martela neste mesmo assunto. Evoluir e transformar com tudo parado, é irônico.
Desculpas já não necessitam serem reveladas, depois de uma bomba, vieram meus tiros e mais uma vez, descubro que estes só fazem buracos. Provando a mim, que é verdadeiro, arriscado, insubstituível e talvez, insuperável; que é preciso força e coragem. Tentando, eu sempre busco achar aqueles pedaços em outros lugares, criança perdida eu sou, merecia escutar mais verdades como aquela lição que eu encomendei. Mudanças e melhoras, esperanças mortas continuam a ser esperanças, ainda que das mais fracas. Minha rejeição lírica nem me impressiona ao ver os restos que eu joguei na estrada, me assusta; essa hora é a certa da ajuda que me proporcionou.
Sonhar com um futuro bom é certo, desses tantos sonhos que aproximam e circulam, todos apontando pro mesmo lugar, o mais longe do real. O que me faz ser este, é aprender com o passado, não posso esquecê-lo; o que me faz continuar são estes sonhos.
Desculpe, mas tenho que sonha-los.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Momento 3

É, pensei que tudo era momento, talvez até fosse, mas o algo, não se sabe bem o que é, aponta pra mim e me diz que não é este o caminho, a mesma ponta que me rasga. O cego que se arrasta tentando bater em todas as paredes pra encontrar o caminho, o eu que se desgasta. Sem noção, construir seu próprio pesadelo, são erros que se dizem certos a razão, mas insistentes em continuar a ser erros. O que seria isso? Fui eu mesmo que disse que aquilo ia morrer? Não morre, nem se apaga. A força que eu tanto me dizia precisar, agora não parece ser pra seguir, parece ser pra apagar.
Assim como todas as armas, o que eu fiz só causou sofrimento. Até em um comercial de televisão se mostra que amor não se faz com guerra. Agora sim, senti no coração a dor que eu inventei na cabeça. Pequenos momentos eternos, silêncios, mistérios; talvez, dúvida? E o perdão, não cabe mais a mim me ver de outro jeito a não ser crucificado. O homem que escreve como o mais... Cheguei tão perto, e em pouco tempo pude ir tão longe, seria realmente isso o que eu sei fazer?
Não foi e não vai ser possível entender, espero pacientemente meu julgamento. Seria este o último momento? É este o que mais dói na alma? Terei eu que sempre arrancar de mim o que me é mais precioso? São dúvidas que serão respondidas, mas agora, só de uma coisa agora eu posso ter certeza: Quando eu explodi aquela bomba, eu estava explodindo a minha vida, e no coração, em vez de claro, fez-se ferida.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Momento 2

Luz, essa luz que corre todos os dias, assim como o dia corre na velocidade da luz. Como a chama apaga na vida, e a vida se apaga como a chama. Destino, será que eu sei mesmo sobre o destino? Se existir este, não seria ele quem deveria saber de todas as minhas alternativas? Aquele que controla até mesmo o acaso. Se eu traço o meu próprio destino, nesse momento, eu sou apenas mais um ponto na reta.
Na reta, que na verdade é curva pra poder encontrar-se com outras vidas, pra poder dar sentido ao mundo imperfeito que nós vivemos, pra errar como nós fazemos, pra amar como nós amamos e pra sofrer como não queremos. Perdendo o controle sobre o que acontece, desesperando-se com o que não acontece, parando pra pensar e pensando pra registrar. Momentos de solidão que são feitos pra se pensar em estar junto, um conjunto que está lá pra tocar a solidão. Conhecimento pra ser mais inteligente e inteligentemente sabendo que você está mais burro. Razão regulando o coração, coração insensível que é mais frio que a razão. A ciência procurando os limites do universo, sabendo que o universo é tão infinito como as variedades de deuses que sobre nossa vida, empunham seus dedos. O destino que foi criado por acaso, o acaso controlado pelo destino.
O amor que vem pra dar sentido, não sentido pelo coração, é a razão. Os erros que são precisos para aprender, o aprendizado que será preciso pra não machucar, a ferida que causa dor e a dor que causa erros. Os círculos constantes ao redor, formam sempre um círculo maior que vai dar em outros círculos, assim como os universos, como nossas vidas. Seria a vida um círculo em vez de reta, seria cada fim, o começo.
Os sonhos seriam as verdades que de alguma forma se ligam a realidade que, na verdade, é um sonho; que acaba e recomeça a cada dia, como a vida que apaga e reacende sua chama sobre nossos dias que correm na velocidade da luz. Como a luz corre nos nossos dias? Luz?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Momento 1

Há várias maneiras de consegui-la, mas só existe uma causa. O que faz um caminho ser o próprio senão a primeira coisa que passou por ele? Existiria um caminho se nada passasse por ele? E se eu não tivesse o meu, quem eu seria? Todas as partes de um fato contribuem na existência dos seus componentes, e assim, se forma o círculo em que tudo faz parte de um só ser e a única diferença é a forma em que está de acordo com o tempo.
Não há nada mais que a seqüência de ações para garantir que eu não serei o que eu quero, eu tenho certeza, eu não serei a pessoa que eu quero ser e a culpa é do que eu vejo, é do que eu absorvo, é do que eu mostro, faço. Mas isso não me vem ao caso, já que hoje, pensar no perfeito é pensar no impossível. Reclamar-me do que não posso consertar é tão mais frustrante do que a própria incerteza da morte; viver é bom, um bom pela metade, seria como o amor nas mãos dos demônios, é toda a negatividade que eu absorvi e agora passo pra vocês. Não posso salvar nada.
O que aqui já se passou de mal tinha que ser reconstruído no bem, mas hoje eu acho tão fácil matar, já nem sei se eu posso amar, meu amor é cheio de falhas. No futuro, o amor que é mais bonito morre, talvez nem seja o mais bonito, não senti todos os amores do mundo e nem vou sentir. Talvez eu esteja sendo duro comigo mesmo, talvez eu esteja tão relaxado, eu não vejo nada. É difícil ter que viver de momentos, ter que depender de desejos e o mais difícil de tudo, consertar. Eu não sei consertar a mim mesmo, imagino todas as outras energias.
Às vezes, acho que certas pessoas nasceram para ser sozinhas, quando falo certas pessoas, eu me incluo nestas. Não acredito no que eu sinto, e sem querer, acredito que o amor morre e os amantes fingem. Acredito com toda solenidade, no conhecimento e na experiência, nos mecanismos e em coisas que não existem pra vocês. Acho que autoconfiança é uma chave muito eficaz pra a comunicação. Creio que acredito demais e aceito muito pouco, mas de uma coisa eu tenho certeza... Você tem que ir lá embaixo, sentir o que é ruim e o que é bom, só assim você vai saber o que você realmente quer.
Por razões desconhecidas, o mal supera bem, eu não conheço você, tudo acontece do jeito que você não imaginava e depois exatamente do mesmo jeito. Quando algo passar a significar nada pra você é que o difícil passa a ser fácil, em outras palavras, de quanto mais pensamentos você se livra, não importa se eles são bons ou ruins, você se despreocupa e vive em paz. Seria esse o significado da morte? A paz após a libertação do corpo, além de todas as coisas materiais e as energias que o rodeiam finalmente poderiam ser facilmente escolhidas? Mas e as más memórias? Se as esquecermos não seriamos os mesmos, talvez apenas as compreendêssemos de um jeito diferente.
Todo o nosso império é de plástico e pode ser facilmente perdido, todo dia eu me torno outra pessoa. Eu ainda vou decepcionar mais, eu vou me machucar mais, eu não quero começar de novo, eu não preciso achar outro jeito de acreditar em tudo que mais quero, mas eu preciso de soluções, eu preciso me sentir bem. Achar a dança certa pra acompanhar a vida, esquecer o que me torna mal, o que me torna triste. Não há mais um sol, agora são lâmpadas fluorescentes lhe dizendo que todo caminho é o certo. Não posso me sentir bem só em poder sobreviver, não posso me sentir mal e inventar todo um sentimentalismo. Tudo isso é só a culpa que gira em torno do meu egoísmo.
É o que me torna mais mecânico que me surpreende, é ver que todos os caminhos já foram traçados, é saber todas as previsões. Procurar ter o que não pode ser roubado, custar, mas acreditar no que é raro. Levar a vida assim no acaso e trilhar um caminho mesmo que ele já exista, não se importar se não for o único, se importar em saber que foi você, naquele momento, foi você.