Cansa a mente de inventar mil futuros, cansa a vida de não viver seis de todos estes. Há uma gravidade que nos puxa para o fim, que não nos deixam parar, nos arrastam. Seja por boa vontade, ou na esperança de um presente do acaso, eis a introdução à lapidação do desejo em sonho real, da transformação daquele que sobrevive naquele que vive.
O sentido da vida é um vazio, um vazio a ser preenchido. É uma lei que estamos submetidos, a vivência, onde sentimos que nunca paramos, a força que nos faz sempre se agarrar nas poucas coisas que de um dia para o outro nos torna inúteis. O que te faz viver por viver? Ainda mais longe, apenas o que te faz viver? É a lei do vazio da vida, a transformação do instável no estável, o equilíbrio, o gerador de energias para o universo. Mas dentro desta, existe dois lados que no fazem caminhar, o bem e o mal, o sonho real e o desejo.
O sonho real não se rende a quietude e a rotina, os desejos sim. Um sonho real é aquele em que não se pensa em impossível, é aquele em que se produz, por todo o tempo. O desejo é aquele que te desbota, o que causa sofrimento, o que não se alcança, o sem importância que te martela, desgasta. Se realmente existe um sonho em você, você o limita até virar desejo? Ou, você o trabalha até virar real? Quanto de importância você ver em seus sonhos para que não se tornem desejos? Há uma simples e ilusória diferença, porém todos estamos afundados.
Um sonho real desconhece obstáculos, ele é irmão da vontade, em que estamos sempre lutando para preenche-lo; não apenas imaginando o que haveria de ser, é no coração deste tolo que vive o desejo. Compreenda o ser que agora você é, livre-se dos seus desejos, e o que te resta? Quais são os seus sonhos reais? Você tem um sonho real?
Então, você luta por ele
O sonho real não se rende a quietude e a rotina, os desejos sim. Um sonho real é aquele em que não se pensa em impossível, é aquele em que se produz, por todo o tempo. O desejo é aquele que te desbota, o que causa sofrimento, o que não se alcança, o sem importância que te martela, desgasta. Se realmente existe um sonho em você, você o limita até virar desejo?
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Luz pro pequeno.
Eu mergulhei no profundo mundo inconsciente, nadei até as pedras preciosas e me afoguei por lá.
Não é duro o caminho, é confuso.
A maior perdição e ambição humana é a busca. O homem sempre está procurando algo. A perfeita imperfeição humana traz
a alegria e a tristeza, e o que eu sei? Eu sei, mas o que não compreendo é o fato de o grande sempre dizer que não é
preciso de tudo entender. Um fato é facilmente criado pelo simples, mas o encadear de sua simplicidade o torna complexo,
ou pelo olhar, ou pela falta de conhecimento em vontade de aprender/entender.
E o meu consciente pede ao meu inconsciente que o trabalhe e o realize em seus princípios, ele sofre e quer que dentro de sí
próprio se dissolva a solução, o Deus que me habita, é uma tarefa fácil em relação a aquele que trabalha na experiência, que
sacrifica e leva ao limite, prefiro a dualidade.
Um ser perde muito ao tentar encontrar o Deus, ao chegar perto de Deus. Não que seja uma maldade,
mas tentar entender o ser que é Deus, faz você perder o ser que você é, trocam-se os objetivos e tudo até parece ser
muito claro, e fica tudo muito frio e sem graça. Momentos que foram construídos por qualquer outro conjunto de momentos são
únicos e são os únicos que constroem o próximo que já não deve ser relevado, o simples e o comum. Não há sabedoria suficiente,
porém há lacunas para se preencher de sabedoria inexistentes, criação. Repito, o mundo foi criado em dualidade, somente.
Foi das trevas que surgiu a luz, foi da morte que vive Jesus.
Devolvo o soco de minha própria mente, e envaideço meu ser para que seja rebaixado, humilho meus desejos e reconhecimento,
só assim me acho limpo, pacífico e equilibrado.
Agora aliviei o calo, mas não sei se é disso pra viver.
Todos os meus atos fazem parte de um plano maior.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Gosto.
Não gosto de sentir dor.
Eu sou um amargo,
Gosto raro do xarope,
Não dirige o próprio carro,
Afoga-se no desejo,
Dormi o dia inteiro.
Descobri que sou errado.
Pensa fraco, pensa forte.
Não que eu não tente,
Eu não vejo.
Começo algum termina em mim.
Disposição, pra mim, é tesouro.
Agarrado no ciclo, estou nele.
Primeiro o que não se ganha,
O que importa, se não perde, entorta.
O que não me serve, me acorda.
Quem acolhe é a escravidão,
Nos olhos de quem ver melhor, a mente.
Rotina em sinônimo de automático.
Onde se achará o filtro correto?
Trabalhado inconsciente, dom.
Estragado, vejo consciente, desespero o dia.
Para os olhos, o que deve acontecer?
Machucado, o orgulho fere coração.
A falta de prazer é culpa.
Não enxergar o poder, é defeito.
Suba este caminho onde eu te guardo,
Se jogue em um canto escuro,
Ninguém te ver, ninguém te sente.
Vejo sim, desaprovado.
Fraqueza negra, uma palma, uma cara.
Movimento doce, solidão aguarda.
Prezo pelo soar que não lhe cai bem,
Mas da angústia, seja refutado.
Meu doce lado desistente,
Diz calmo e chato, para o amargo:
- Prefiro que descanse em paz.
Algo assim não acontece,
Como em um dia e o calendário.
Por mim e pra mim,
Ambos, o mesmo gosto.
Eu sou um amargo,
Gosto raro do xarope,
Não dirige o próprio carro,
Afoga-se no desejo,
Dormi o dia inteiro.
Descobri que sou errado.
Pensa fraco, pensa forte.
Não que eu não tente,
Eu não vejo.
Começo algum termina em mim.
Disposição, pra mim, é tesouro.
Agarrado no ciclo, estou nele.
Primeiro o que não se ganha,
O que importa, se não perde, entorta.
O que não me serve, me acorda.
Quem acolhe é a escravidão,
Nos olhos de quem ver melhor, a mente.
Rotina em sinônimo de automático.
Onde se achará o filtro correto?
Trabalhado inconsciente, dom.
Estragado, vejo consciente, desespero o dia.
Para os olhos, o que deve acontecer?
Machucado, o orgulho fere coração.
A falta de prazer é culpa.
Não enxergar o poder, é defeito.
Suba este caminho onde eu te guardo,
Se jogue em um canto escuro,
Ninguém te ver, ninguém te sente.
Vejo sim, desaprovado.
Fraqueza negra, uma palma, uma cara.
Movimento doce, solidão aguarda.
Prezo pelo soar que não lhe cai bem,
Mas da angústia, seja refutado.
Meu doce lado desistente,
Diz calmo e chato, para o amargo:
- Prefiro que descanse em paz.
Algo assim não acontece,
Como em um dia e o calendário.
Por mim e pra mim,
Ambos, o mesmo gosto.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Do limite ao lamento.
Limitação,
Lamento não ter seguido o sonho.Entre a minha faca e os seus cacos,Meu coração, agora eu o ponho.
E a mão em que eu me segurei,Bateu-me no rosto, merecido.Aquelas três palavras que despertei,Agora, não se fazem deficientes do sentido.
Já que me forçaram um caminho,Dedicarei a ele, minha espada.Sigo/segurar-me-ei nele sozinhoAté que toda esta dedicação,Novamente, esteja errada.
(Des)espero que isto traga equilíbrio,Penso agora na sua grande solução.
(Des)espero que isto não dê um giro,E nasça um erro, não limitação.Lamentação?
Lamento não ter seguido o sonho.Entre a minha faca e os seus cacos,Meu coração, agora eu o ponho.
E a mão em que eu me segurei,Bateu-me no rosto, merecido.Aquelas três palavras que despertei,Agora, não se fazem deficientes do sentido.
Já que me forçaram um caminho,Dedicarei a ele, minha espada.Sigo/segurar-me-ei nele sozinhoAté que toda esta dedicação,Novamente, esteja errada.
(Des)espero que isto traga equilíbrio,Penso agora na sua grande solução.
(Des)espero que isto não dê um giro,E nasça um erro, não limitação.Lamentação?
domingo, 2 de janeiro de 2011
A fada e as estrelas.
Sobe, aclamo o cumprimento e se sucede as boas palavras. O medo da noite torna madrugada quando chega. A fada suavemente decola o sentimento de bem-estar quando tudo já está escuro, refúgio sofrido do que não é alcançável; traz a magia.
Lembro bem e a sorte esqueço, no dia em que ando ao meio da película dos que gostam de se distrair e de repente, vejo. Muito esperto pro beijo, muito linda, a flor. Singelo, bastou o tempo passar raso; várias palavras foram jogadas como os dias que passaram e as pessoas que eu nem falo. Em um segundo, transparente; no outro minuto, um mistério desvendado e dois novos encontrados. Belas, as canções me mostrando um pouco mais da dimensão do outro lado do verso. Me deva seus olhos para que eu possa me ver em você. Decepcionada, a rotina, esquecida. Vejamos os olhos através da fonte. Aproximados através dos sonhos, os que iludem, mas o que compreendem e superam pelo fato de não perder tempo com a brincadeira do que haveria de ser sério.
Enquanto, o plano das películas diminuindo o longe e aumentando a palavra, o desejo de encontrar o novo. Expectativas, a maior criação deste sorriso, e a mais indesejável aos ouvidos da decepção ao estar presente. O filme está projetado e os atores foram escolhidos, ao bom dedo do acaso; este acaso que foi um dom do destino? O que quer seja. É claro que como se não vê o certo então ao imaginário, dez mil enfeites são inventados. Vemos, com os olhos abertos, então não nos deixamos iludir.
Não esperaremos como não esperamos, e em seguida o capítulo já deve estar pronto. Se serviu, final feliz; se não, não há final. Acredito que ambos desacreditados, já sonhamos o tolo sonho de chegar até lá, mas a tristeza não faz parte de todo sonho, como todo o sonho não se tornará realidade. E do que importa se haverá planos distintos? Entre todos os desejos, o sonho é simples: Que não se percam as estrelas.
Lembro bem e a sorte esqueço, no dia em que ando ao meio da película dos que gostam de se distrair e de repente, vejo. Muito esperto pro beijo, muito linda, a flor. Singelo, bastou o tempo passar raso; várias palavras foram jogadas como os dias que passaram e as pessoas que eu nem falo. Em um segundo, transparente; no outro minuto, um mistério desvendado e dois novos encontrados. Belas, as canções me mostrando um pouco mais da dimensão do outro lado do verso. Me deva seus olhos para que eu possa me ver em você. Decepcionada, a rotina, esquecida. Vejamos os olhos através da fonte. Aproximados através dos sonhos, os que iludem, mas o que compreendem e superam pelo fato de não perder tempo com a brincadeira do que haveria de ser sério.
Enquanto, o plano das películas diminuindo o longe e aumentando a palavra, o desejo de encontrar o novo. Expectativas, a maior criação deste sorriso, e a mais indesejável aos ouvidos da decepção ao estar presente. O filme está projetado e os atores foram escolhidos, ao bom dedo do acaso; este acaso que foi um dom do destino? O que quer seja. É claro que como se não vê o certo então ao imaginário, dez mil enfeites são inventados. Vemos, com os olhos abertos, então não nos deixamos iludir.
Não esperaremos como não esperamos, e em seguida o capítulo já deve estar pronto. Se serviu, final feliz; se não, não há final. Acredito que ambos desacreditados, já sonhamos o tolo sonho de chegar até lá, mas a tristeza não faz parte de todo sonho, como todo o sonho não se tornará realidade. E do que importa se haverá planos distintos? Entre todos os desejos, o sonho é simples: Que não se percam as estrelas.
sábado, 1 de janeiro de 2011
O Primeiro.
O momento chega ao seu fim,
Como todos o fins chegaram aos recomeços.
O desmanche do sentimento,
A busca da resposta, cansaço.
Não o fim, mas o intervalo.
Procurar saber mais o que sou,
Do que tentar sempre saber desse mundo.
Esquecer as palavras complicadas,
Correr para a família, pro meu canto.
Socorrer o meu egoísmo, já é ódio.
Desde quando isto é moda?
Não se torne meu desespero, torne-se meu alívio.
Afinal, pertenço eu ao mesmo.
Está bom, está indo.
Dúvidas já não precisam ser reveladas.
É bom ser forte e parar de pensar besteira.
Também serve no imperativo.
Devo correr e não mostrar,
Meu refúgio, separado do meu mundo.
Dedicou-se a mim, enquanto eu?
Devo partir, por momentos,
Enquanto a tristeza não me alcança.
Até logo Segundo,
Pois o Primeiro, sou eu.
Como todos o fins chegaram aos recomeços.
O desmanche do sentimento,
A busca da resposta, cansaço.
Não o fim, mas o intervalo.
Procurar saber mais o que sou,
Do que tentar sempre saber desse mundo.
Esquecer as palavras complicadas,
Correr para a família, pro meu canto.
Socorrer o meu egoísmo, já é ódio.
Desde quando isto é moda?
Não se torne meu desespero, torne-se meu alívio.
Afinal, pertenço eu ao mesmo.
Está bom, está indo.
Dúvidas já não precisam ser reveladas.
É bom ser forte e parar de pensar besteira.
Também serve no imperativo.
Devo correr e não mostrar,
Meu refúgio, separado do meu mundo.
Dedicou-se a mim, enquanto eu?
Devo partir, por momentos,
Enquanto a tristeza não me alcança.
Até logo Segundo,
Pois o Primeiro, sou eu.
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