Perdido, no mesmo lugar e no meio do tempo, passa rápido, passa devagar, passo pra frente, passo pra trás. Não são boas, ás vezes, quando se perde, não necessariamente algo que não seja você, o que me refiro agora é a perder-se de si próprio. Sensação de desespero e medo com uma cobertura de boas e passageiras. Creio ainda ter iludido, porém, creio ainda ter mais odiado depois que tudo foi ao chão.
Relembrar seria reviver, tristemente reviver. Causar dor, procurar uma problemática sem solução, acordar tarde demais de um pesadelo dentro de um sonho. Não há troca por aquilo que você sacrificou por algo que não existe, talvez haja uma troca a partir das palavras, do limite. Derramar sangue e estourar bombas não seria o meu ofício, talvez os bons momentos que se provaram insistentes assim como a minha memória que martela neste mesmo assunto. Evoluir e transformar com tudo parado, é irônico.
Desculpas já não necessitam serem reveladas, depois de uma bomba, vieram meus tiros e mais uma vez, descubro que estes só fazem buracos. Provando a mim, que é verdadeiro, arriscado, insubstituível e talvez, insuperável; que é preciso força e coragem. Tentando, eu sempre busco achar aqueles pedaços em outros lugares, criança perdida eu sou, merecia escutar mais verdades como aquela lição que eu encomendei. Mudanças e melhoras, esperanças mortas continuam a ser esperanças, ainda que das mais fracas. Minha rejeição lírica nem me impressiona ao ver os restos que eu joguei na estrada, me assusta; essa hora é a certa da ajuda que me proporcionou.
Sonhar com um futuro bom é certo, desses tantos sonhos que aproximam e circulam, todos apontando pro mesmo lugar, o mais longe do real. O que me faz ser este, é aprender com o passado, não posso esquecê-lo; o que me faz continuar são estes sonhos.
Desculpe, mas tenho que sonha-los.
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