Não gosto de sentir dor.
Eu sou um amargo,
Gosto raro do xarope,
Não dirige o próprio carro,
Afoga-se no desejo,
Dormi o dia inteiro.
Descobri que sou errado.
Pensa fraco, pensa forte.
Não que eu não tente,
Eu não vejo.
Começo algum termina em mim.
Disposição, pra mim, é tesouro.
Agarrado no ciclo, estou nele.
Primeiro o que não se ganha,
O que importa, se não perde, entorta.
O que não me serve, me acorda.
Quem acolhe é a escravidão,
Nos olhos de quem ver melhor, a mente.
Rotina em sinônimo de automático.
Onde se achará o filtro correto?
Trabalhado inconsciente, dom.
Estragado, vejo consciente, desespero o dia.
Para os olhos, o que deve acontecer?
Machucado, o orgulho fere coração.
A falta de prazer é culpa.
Não enxergar o poder, é defeito.
Suba este caminho onde eu te guardo,
Se jogue em um canto escuro,
Ninguém te ver, ninguém te sente.
Vejo sim, desaprovado.
Fraqueza negra, uma palma, uma cara.
Movimento doce, solidão aguarda.
Prezo pelo soar que não lhe cai bem,
Mas da angústia, seja refutado.
Meu doce lado desistente,
Diz calmo e chato, para o amargo:
- Prefiro que descanse em paz.
Algo assim não acontece,
Como em um dia e o calendário.
Por mim e pra mim,
Ambos, o mesmo gosto.
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