sábado, 1 de janeiro de 2011

O Primeiro.

O momento chega ao seu fim,
Como todos o fins chegaram aos recomeços.
O desmanche do sentimento,
A busca da resposta, cansaço.
Não o fim, mas o intervalo.
Procurar saber mais o que sou,
Do que tentar sempre saber desse mundo.
Esquecer as palavras complicadas,
Correr para a família, pro meu canto.
Socorrer o meu egoísmo, já é ódio.
Desde quando isto é moda?
Não se torne meu desespero, torne-se meu alívio.
Afinal, pertenço eu ao mesmo.
Está bom, está indo.
Dúvidas já não precisam ser reveladas.
É bom ser forte e parar de pensar besteira.
Também serve no imperativo.
Devo correr e não mostrar,
Meu refúgio, separado do meu mundo.
Dedicou-se a mim, enquanto eu?
Devo partir, por momentos,
Enquanto a tristeza não me alcança.
Até logo Segundo,
Pois o Primeiro, sou eu.

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