quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Teoria do sonho real.

Cansa a mente de inventar mil futuros, cansa a vida de não viver seis de todos estes. Há uma gravidade que nos puxa para o fim, que não nos deixam parar, nos arrastam. Seja por boa vontade, ou na esperança de um presente do acaso, eis a introdução à lapidação do desejo em sonho real, da transformação daquele que sobrevive naquele que vive.
O sentido da vida é um vazio, um vazio a ser preenchido. É uma lei que estamos submetidos, a vivência, onde sentimos que nunca paramos, a força que nos faz sempre se agarrar nas poucas coisas que de um dia para o outro nos torna inúteis. O que te faz viver por viver? Ainda mais longe, apenas o que te faz viver? É a lei do vazio da vida, a transformação do instável no estável, o equilíbrio, o gerador de energias para o universo. Mas dentro desta, existe dois lados que no fazem caminhar, o bem e o mal, o sonho real e o desejo.
O sonho real não se rende a quietude e a rotina, os desejos sim. Um sonho real é aquele em que não se pensa em impossível, é aquele em que se produz, por todo o tempo. O desejo é aquele que te desbota, o que causa sofrimento, o que não se alcança, o sem importância que te martela, desgasta. Se realmente existe um sonho em você, você o limita até virar desejo? Ou, você o trabalha até virar real? Quanto de importância você ver em seus sonhos para que não se tornem desejos? Há uma simples e ilusória diferença, porém todos estamos afundados.
Um sonho real desconhece obstáculos, ele é irmão da vontade, em que estamos sempre lutando para preenche-lo; não apenas imaginando o que haveria de ser, é no coração deste tolo que vive o desejo. Compreenda o ser que agora você é, livre-se dos seus desejos, e o que te resta? Quais são os seus sonhos reais? Você tem um sonho real?
Então, você luta por ele

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