Ei, se quer me entender, comece pelo fim, ou recomeço.
Bom, já sabem. E vocês podem.
É, a doença se foi. Nos meus olhos dá até pra ver. Incrível pensar é que dois é um número tão grande para ser superado, em pensar que é tão pequeno por sermos apenas dois, eu entendo que tentaram equivaler os dois diferentes. Talvez haja um dois em dois, e não apenas o dois de cá. Sendo assim, de dois em dois, nós podemos formar números grandiosos como o Um. É aquele Um que chamam de amor. Como Ele e eu formamos, como eu e você formávamos e como você e Ele formam.
Talvez o egoísmo daquele queira não fazer, não somente nós. Mas Ele ensinou que com este, ninguém pode.
Sim, não muda muito o erro. Até que eu lembrei o real motivo.
Foi tão pouco, pra tão muito, em todos os sentidos. Bom, foi como eu li naquele livro ou ouvi naquela música. Esses lugares de onde vêm verdades, e a gente absorve-os sem filtrar nada, verdade absoluta. Depois, a gente para de observar, vive um pouco. Nesse momento, descobrimos que metade daquilo que lemos e ouvimos era realmente verdade, mas não em todos os seus casos, preferir viver a verdade que dói? Ei, não existe só aquela.
Embora ainda muito longe Dele, ainda sinto o toque em mim.
Eu percebi que eu fui atrás de algo perdido enquanto a próxima frase não havia chegado. Bom, felicidade não é? Embora orgulhoso de ter me perdoado, não sinto orgulho de ter o feito.
É bom se imaginar feliz, em pensar que o futuro sem nós, não me faz bem, pra ninguém.
Não sei se sou eu mesmo que relaciono tudo, mas seja eu por dentro possuindo os dois, acaba não sendo só eu.
E o filete de luz que passa pelo prisma e causa todas aquelas outras cores, se a gente sempre tentar escolher a cor mais bonita, acaba não passando por ele. O que não quer dizer que a luz se apague. Entende?
Penso eu que o pedido seja Dele.
Engraçado? Hum, engraçado é você ser expulso do mundo por alguém, e o mundo inteiro ficar pedindo pra você voltar. E somente você sabendo que nunca saiu de lá
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