Eu mergulhei no profundo mundo inconsciente, nadei até as pedras preciosas e me afoguei por lá.
Não é duro o caminho, é confuso.
A maior perdição e ambição humana é a busca. O homem sempre está procurando algo. A perfeita imperfeição humana traz
a alegria e a tristeza, e o que eu sei? Eu sei, mas o que não compreendo é o fato de o grande sempre dizer que não é
preciso de tudo entender. Um fato é facilmente criado pelo simples, mas o encadear de sua simplicidade o torna complexo,
ou pelo olhar, ou pela falta de conhecimento em vontade de aprender/entender.
E o meu consciente pede ao meu inconsciente que o trabalhe e o realize em seus princípios, ele sofre e quer que dentro de sí
próprio se dissolva a solução, o Deus que me habita, é uma tarefa fácil em relação a aquele que trabalha na experiência, que
sacrifica e leva ao limite, prefiro a dualidade.
Um ser perde muito ao tentar encontrar o Deus, ao chegar perto de Deus. Não que seja uma maldade,
mas tentar entender o ser que é Deus, faz você perder o ser que você é, trocam-se os objetivos e tudo até parece ser
muito claro, e fica tudo muito frio e sem graça. Momentos que foram construídos por qualquer outro conjunto de momentos são
únicos e são os únicos que constroem o próximo que já não deve ser relevado, o simples e o comum. Não há sabedoria suficiente,
porém há lacunas para se preencher de sabedoria inexistentes, criação. Repito, o mundo foi criado em dualidade, somente.
Foi das trevas que surgiu a luz, foi da morte que vive Jesus.
Devolvo o soco de minha própria mente, e envaideço meu ser para que seja rebaixado, humilho meus desejos e reconhecimento,
só assim me acho limpo, pacífico e equilibrado.
Agora aliviei o calo, mas não sei se é disso pra viver.
Todos os meus atos fazem parte de um plano maior.
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