domingo, 26 de maio de 2013

Um texto aí.

Que dificuldade em escrever novamente. Naquele tempo em que colocar pra fora era tão legal que era só o que eu sabia fazer. Hoje, hoje é outro dia, um que eu sinto necessidade e outro que não.  É tão inútil, sem objetivo escrever aqui. Eu lembro que escrevia muito porque as coisas iam mal ou eu queria que algo acontecesse, sabe? Escrever no papel e pá, tá na vida. Era só busca por atenção. Eu sei que eu ainda necessito de atenção, todo mundo necessita de atenção, e pode ser um dos motivos desse texto, mas tudo bem. Muito na vida é uma repetição e eu aqui é uma repetição sobre um sentimentos repetidos que eu senti alí atrás, no canto e me perseguiu até aqui, sem sinal do universo, sem nada. É tudo putaria de alguns átomos de hidrogênio se relacionando, se você der a eles uns 17 bilhões de anos, apenas especial desse jeito. A única questão é o ambiente que vai mudando e uma idéia nova que faz você pensar que sabe algo que não sabe, novamente. Eu já nem me preocupo mais com isso. Eu só busco o próximo e só vou parar na morte. Não, isso não é triste, não é chocante, não é macabro, nem depressivo, é  só vida, normal,  parem de querer julgar e classificar meu texto, pessoa. O importante é andar por onde vocês não andam, é não ver graça no objetivo proposto pra mim. 
Sei lá. Não tenho objetivo algum, devo ter falado alguma besteira por aí por cima. Eu só queria saber qual o meu objetivo, então eu comecei a escrever pra ver o que eu escrevia e assim descobrir meu objetivo, que não é só escrever. Eu sei que eu quero família, gosto de trabalhar e aprender. Mas a medida que você trabalha e ver que o tempo vai passando  louco desenfreado e você seguindo mais uma vida normal, daquelas das estastísticas, nada de especial. Não era pra ser assim, eu sou um pouquinho diferente de todo mundo, a gente fala isso pra gente toda hora. Que bosta. Viu como é comum ser ignorante?
Agora sim, eu li o primeiro parágrafo. Quando eu falo objetivo, não sei se pareceu "sentido da vida". Isso tudo é tão adolescente(olha eu julgando) que a gente cria até um certo preconceito com esse tipo de coisa. Não procuro sentido, eu quero passar um dia após o outro, devagarzinho, um passinho e outro passinho. O problema é que eu não vejo pra onde o passinho tá me levando porque eu tou muito ocupado em dar o passinho, entende? Eu preciso estabelecer um objetivo pra ver se eu não me perco nos passinhos. É como se eu tivesse correndo de cabeça baixa, olhando pros pés pra não cair. Isso é muito importante e racional, claro, mas eu não tou satisfeito. Quem devia? Sabe, eu não sei se esse negócio de ter que fazer algo bom na vida foi implantado na minha cabeça, e que ter uma vida comum e bestinha, sem grandes feitos é normal, tá tudo bem, isso aqui é só uma viagem que eu faço no começo de todo universo.  Eu gosto de usar o universo como referência só pra enfatizar minha insignificância em tempo e espaço, ser insignificante pra mim não tem um lado ruim nesse sentido, até porque eu posso fazer o que quero sem ser notado.
Sabe, eu podia perder tempo aqui falando da vida, dos problemas que chegam na varanda, do mundo pessoal, quem errou, quem julga  a gente assim, quem me deixou, quem eu deixei, quem me acompanha, quem era o cego e não via seus problemas, quem fez as escolhas erradas, o que ficou pro passado, no que eu devo me concentrar, se eu aprendi com isso, se você aprendeu também. Eu sei que isso importa e várias vezes aparece pelo caminho, mas, sinceramente mesmo,  do que importa isso agora? Se eu tou no meio de um passinho? Tá todo mundo correndo mesmo, ninguém parou. Quando você vê de longe(do futuro), é como se fosse uma dor na batata da perna. Todo mundo sente um pouquinho mas depois vai andando. A diferença é que essa dor dá saudade na gente porque o caminho fica vazio, porque a gente olha pra baixo na hora do passinho e não quer ver o que tem de paisagem(e isso é foda, queria eu ter controle de ver a paisagem que me ronda).  A gente fica doido pra dor voltar(isso não é ruim, não me entenda mal, ela também faz parte da paisagem) mas inventa uma desculpa pra se enganar que não sente falta, só pra continuar andando. É o cruel e divertido joguinho que todo mundo joga, mas joga sozinho.
Eu queria saber como era escrever um texto sem revisão(mentira, eu revisei) e sem vaidade(tem um pouquinho também), sincero e transparente(isso é verdade). Eu só comecei a escrever, como um passinho do meu dia, procurando um objetivo aqui perdido no infinitozinho da minha cabeça(porque minha internet caiu e eu não pude trabalhar), nada mágico, tudo apenas misturado e muitas vezes, como hoje acabou de ser comprovado, preguiçoso de visita. Pois é, hoje, no meio de um passinho, meu objetivo era só escrever. Pronto, agora o que é que eu vou fazer, meu deus? O dia acabou de começar.