quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Momento 3

É, pensei que tudo era momento, talvez até fosse, mas o algo, não se sabe bem o que é, aponta pra mim e me diz que não é este o caminho, a mesma ponta que me rasga. O cego que se arrasta tentando bater em todas as paredes pra encontrar o caminho, o eu que se desgasta. Sem noção, construir seu próprio pesadelo, são erros que se dizem certos a razão, mas insistentes em continuar a ser erros. O que seria isso? Fui eu mesmo que disse que aquilo ia morrer? Não morre, nem se apaga. A força que eu tanto me dizia precisar, agora não parece ser pra seguir, parece ser pra apagar.
Assim como todas as armas, o que eu fiz só causou sofrimento. Até em um comercial de televisão se mostra que amor não se faz com guerra. Agora sim, senti no coração a dor que eu inventei na cabeça. Pequenos momentos eternos, silêncios, mistérios; talvez, dúvida? E o perdão, não cabe mais a mim me ver de outro jeito a não ser crucificado. O homem que escreve como o mais... Cheguei tão perto, e em pouco tempo pude ir tão longe, seria realmente isso o que eu sei fazer?
Não foi e não vai ser possível entender, espero pacientemente meu julgamento. Seria este o último momento? É este o que mais dói na alma? Terei eu que sempre arrancar de mim o que me é mais precioso? São dúvidas que serão respondidas, mas agora, só de uma coisa agora eu posso ter certeza: Quando eu explodi aquela bomba, eu estava explodindo a minha vida, e no coração, em vez de claro, fez-se ferida.

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