terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Momento 2

Luz, essa luz que corre todos os dias, assim como o dia corre na velocidade da luz. Como a chama apaga na vida, e a vida se apaga como a chama. Destino, será que eu sei mesmo sobre o destino? Se existir este, não seria ele quem deveria saber de todas as minhas alternativas? Aquele que controla até mesmo o acaso. Se eu traço o meu próprio destino, nesse momento, eu sou apenas mais um ponto na reta.
Na reta, que na verdade é curva pra poder encontrar-se com outras vidas, pra poder dar sentido ao mundo imperfeito que nós vivemos, pra errar como nós fazemos, pra amar como nós amamos e pra sofrer como não queremos. Perdendo o controle sobre o que acontece, desesperando-se com o que não acontece, parando pra pensar e pensando pra registrar. Momentos de solidão que são feitos pra se pensar em estar junto, um conjunto que está lá pra tocar a solidão. Conhecimento pra ser mais inteligente e inteligentemente sabendo que você está mais burro. Razão regulando o coração, coração insensível que é mais frio que a razão. A ciência procurando os limites do universo, sabendo que o universo é tão infinito como as variedades de deuses que sobre nossa vida, empunham seus dedos. O destino que foi criado por acaso, o acaso controlado pelo destino.
O amor que vem pra dar sentido, não sentido pelo coração, é a razão. Os erros que são precisos para aprender, o aprendizado que será preciso pra não machucar, a ferida que causa dor e a dor que causa erros. Os círculos constantes ao redor, formam sempre um círculo maior que vai dar em outros círculos, assim como os universos, como nossas vidas. Seria a vida um círculo em vez de reta, seria cada fim, o começo.
Os sonhos seriam as verdades que de alguma forma se ligam a realidade que, na verdade, é um sonho; que acaba e recomeça a cada dia, como a vida que apaga e reacende sua chama sobre nossos dias que correm na velocidade da luz. Como a luz corre nos nossos dias? Luz?

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