domingo, 2 de janeiro de 2011

A fada e as estrelas.

Sobe, aclamo o cumprimento e se sucede as boas palavras. O medo da noite torna madrugada quando chega. A fada suavemente decola o sentimento de bem-estar quando tudo já está escuro, refúgio sofrido do que não é alcançável; traz a magia.
Lembro bem e a sorte esqueço, no dia em que ando ao meio da película dos que gostam de se distrair e de repente, vejo. Muito esperto pro beijo, muito linda, a flor. Singelo, bastou o tempo passar raso; várias palavras foram jogadas como os dias que passaram e as pessoas que eu nem falo. Em um segundo, transparente; no outro minuto, um mistério desvendado e dois novos encontrados. Belas, as canções me mostrando um pouco mais da dimensão do outro lado do verso. Me deva seus olhos para que eu possa me ver em você. Decepcionada, a rotina, esquecida. Vejamos os olhos através da fonte. Aproximados através dos sonhos, os que iludem, mas o que compreendem e superam pelo fato de não perder tempo com a brincadeira do que haveria de ser sério.
Enquanto, o plano das películas diminuindo o longe e aumentando a palavra, o desejo de encontrar o novo. Expectativas, a maior criação deste sorriso, e a mais indesejável aos ouvidos da decepção ao estar presente. O filme está projetado e os atores foram escolhidos, ao bom dedo do acaso; este acaso que foi um dom do destino? O que quer seja. É claro que como se não vê o certo então ao imaginário, dez mil enfeites são inventados. Vemos, com os olhos abertos, então não nos deixamos iludir.
Não esperaremos como não esperamos, e em seguida o capítulo já deve estar pronto. Se serviu, final feliz; se não, não há final. Acredito que ambos desacreditados, já sonhamos o tolo sonho de chegar até lá, mas a tristeza não faz parte de todo sonho, como todo o sonho não se tornará realidade. E do que importa se haverá planos distintos? Entre todos os desejos, o sonho é simples: Que não se percam as estrelas.

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