quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Em quantos eu puder.

Ei, se quer me entender, comece pelo fim, ou recomeço.
Bom, já sabem. E vocês podem.
É, a doença se foi. Nos meus olhos dá até pra ver. Incrível pensar é que dois é um número tão grande para ser superado, em pensar que é tão pequeno por sermos apenas dois, eu entendo que tentaram equivaler os dois diferentes. Talvez haja um dois em dois, e não apenas o dois de cá. Sendo assim, de dois em dois, nós podemos formar números grandiosos como o Um. É aquele Um que chamam de amor. Como Ele e eu formamos, como eu e você formávamos e como você e Ele formam.
Talvez o egoísmo daquele queira não fazer, não somente nós. Mas Ele ensinou que com este, ninguém pode.
Sim, não muda muito o erro. Até que eu lembrei o real motivo.
Foi tão pouco, pra tão muito, em todos os sentidos. Bom, foi como eu li naquele livro ou ouvi naquela música. Esses lugares de onde vêm verdades, e a gente absorve-os sem filtrar nada, verdade absoluta. Depois, a gente para de observar, vive um pouco. Nesse momento, descobrimos que metade daquilo que lemos e ouvimos era realmente verdade, mas não em todos os seus casos, preferir viver a verdade que dói? Ei, não existe só aquela.
Embora ainda muito longe Dele, ainda sinto o toque em mim.
Eu percebi que eu fui atrás de algo perdido enquanto a próxima frase não havia chegado. Bom, felicidade não é? Embora orgulhoso de ter me perdoado, não sinto orgulho de ter o feito.
É bom se imaginar feliz, em pensar que o futuro sem nós, não me faz bem, pra ninguém.
Não sei se sou eu mesmo que relaciono tudo, mas seja eu por dentro possuindo os dois, acaba não sendo só eu.
E o filete de luz que passa pelo prisma e causa todas aquelas outras cores, se a gente sempre tentar escolher a cor mais bonita, acaba não passando por ele. O que não quer dizer que a luz se apague. Entende?
Penso eu que o pedido seja Dele.
Engraçado? Hum, engraçado é você ser expulso do mundo por alguém, e o mundo inteiro ficar pedindo pra você voltar. E somente você sabendo que nunca saiu de lá

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Esclarecimentos.

Perdido, no mesmo lugar e no meio do tempo, passa rápido, passa devagar, passo pra frente, passo pra trás. Não são boas, ás vezes, quando se perde, não necessariamente algo que não seja você, o que me refiro agora é a perder-se de si próprio. Sensação de desespero e medo com uma cobertura de boas e passageiras. Creio ainda ter iludido, porém, creio ainda ter mais odiado depois que tudo foi ao chão.
Relembrar seria reviver, tristemente reviver. Causar dor, procurar uma problemática sem solução, acordar tarde demais de um pesadelo dentro de um sonho. Não há troca por aquilo que você sacrificou por algo que não existe, talvez haja uma troca a partir das palavras, do limite. Derramar sangue e estourar bombas não seria o meu ofício, talvez os bons momentos que se provaram insistentes assim como a minha memória que martela neste mesmo assunto. Evoluir e transformar com tudo parado, é irônico.
Desculpas já não necessitam serem reveladas, depois de uma bomba, vieram meus tiros e mais uma vez, descubro que estes só fazem buracos. Provando a mim, que é verdadeiro, arriscado, insubstituível e talvez, insuperável; que é preciso força e coragem. Tentando, eu sempre busco achar aqueles pedaços em outros lugares, criança perdida eu sou, merecia escutar mais verdades como aquela lição que eu encomendei. Mudanças e melhoras, esperanças mortas continuam a ser esperanças, ainda que das mais fracas. Minha rejeição lírica nem me impressiona ao ver os restos que eu joguei na estrada, me assusta; essa hora é a certa da ajuda que me proporcionou.
Sonhar com um futuro bom é certo, desses tantos sonhos que aproximam e circulam, todos apontando pro mesmo lugar, o mais longe do real. O que me faz ser este, é aprender com o passado, não posso esquecê-lo; o que me faz continuar são estes sonhos.
Desculpe, mas tenho que sonha-los.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Momento 3

É, pensei que tudo era momento, talvez até fosse, mas o algo, não se sabe bem o que é, aponta pra mim e me diz que não é este o caminho, a mesma ponta que me rasga. O cego que se arrasta tentando bater em todas as paredes pra encontrar o caminho, o eu que se desgasta. Sem noção, construir seu próprio pesadelo, são erros que se dizem certos a razão, mas insistentes em continuar a ser erros. O que seria isso? Fui eu mesmo que disse que aquilo ia morrer? Não morre, nem se apaga. A força que eu tanto me dizia precisar, agora não parece ser pra seguir, parece ser pra apagar.
Assim como todas as armas, o que eu fiz só causou sofrimento. Até em um comercial de televisão se mostra que amor não se faz com guerra. Agora sim, senti no coração a dor que eu inventei na cabeça. Pequenos momentos eternos, silêncios, mistérios; talvez, dúvida? E o perdão, não cabe mais a mim me ver de outro jeito a não ser crucificado. O homem que escreve como o mais... Cheguei tão perto, e em pouco tempo pude ir tão longe, seria realmente isso o que eu sei fazer?
Não foi e não vai ser possível entender, espero pacientemente meu julgamento. Seria este o último momento? É este o que mais dói na alma? Terei eu que sempre arrancar de mim o que me é mais precioso? São dúvidas que serão respondidas, mas agora, só de uma coisa agora eu posso ter certeza: Quando eu explodi aquela bomba, eu estava explodindo a minha vida, e no coração, em vez de claro, fez-se ferida.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Momento 2

Luz, essa luz que corre todos os dias, assim como o dia corre na velocidade da luz. Como a chama apaga na vida, e a vida se apaga como a chama. Destino, será que eu sei mesmo sobre o destino? Se existir este, não seria ele quem deveria saber de todas as minhas alternativas? Aquele que controla até mesmo o acaso. Se eu traço o meu próprio destino, nesse momento, eu sou apenas mais um ponto na reta.
Na reta, que na verdade é curva pra poder encontrar-se com outras vidas, pra poder dar sentido ao mundo imperfeito que nós vivemos, pra errar como nós fazemos, pra amar como nós amamos e pra sofrer como não queremos. Perdendo o controle sobre o que acontece, desesperando-se com o que não acontece, parando pra pensar e pensando pra registrar. Momentos de solidão que são feitos pra se pensar em estar junto, um conjunto que está lá pra tocar a solidão. Conhecimento pra ser mais inteligente e inteligentemente sabendo que você está mais burro. Razão regulando o coração, coração insensível que é mais frio que a razão. A ciência procurando os limites do universo, sabendo que o universo é tão infinito como as variedades de deuses que sobre nossa vida, empunham seus dedos. O destino que foi criado por acaso, o acaso controlado pelo destino.
O amor que vem pra dar sentido, não sentido pelo coração, é a razão. Os erros que são precisos para aprender, o aprendizado que será preciso pra não machucar, a ferida que causa dor e a dor que causa erros. Os círculos constantes ao redor, formam sempre um círculo maior que vai dar em outros círculos, assim como os universos, como nossas vidas. Seria a vida um círculo em vez de reta, seria cada fim, o começo.
Os sonhos seriam as verdades que de alguma forma se ligam a realidade que, na verdade, é um sonho; que acaba e recomeça a cada dia, como a vida que apaga e reacende sua chama sobre nossos dias que correm na velocidade da luz. Como a luz corre nos nossos dias? Luz?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Momento 1

Há várias maneiras de consegui-la, mas só existe uma causa. O que faz um caminho ser o próprio senão a primeira coisa que passou por ele? Existiria um caminho se nada passasse por ele? E se eu não tivesse o meu, quem eu seria? Todas as partes de um fato contribuem na existência dos seus componentes, e assim, se forma o círculo em que tudo faz parte de um só ser e a única diferença é a forma em que está de acordo com o tempo.
Não há nada mais que a seqüência de ações para garantir que eu não serei o que eu quero, eu tenho certeza, eu não serei a pessoa que eu quero ser e a culpa é do que eu vejo, é do que eu absorvo, é do que eu mostro, faço. Mas isso não me vem ao caso, já que hoje, pensar no perfeito é pensar no impossível. Reclamar-me do que não posso consertar é tão mais frustrante do que a própria incerteza da morte; viver é bom, um bom pela metade, seria como o amor nas mãos dos demônios, é toda a negatividade que eu absorvi e agora passo pra vocês. Não posso salvar nada.
O que aqui já se passou de mal tinha que ser reconstruído no bem, mas hoje eu acho tão fácil matar, já nem sei se eu posso amar, meu amor é cheio de falhas. No futuro, o amor que é mais bonito morre, talvez nem seja o mais bonito, não senti todos os amores do mundo e nem vou sentir. Talvez eu esteja sendo duro comigo mesmo, talvez eu esteja tão relaxado, eu não vejo nada. É difícil ter que viver de momentos, ter que depender de desejos e o mais difícil de tudo, consertar. Eu não sei consertar a mim mesmo, imagino todas as outras energias.
Às vezes, acho que certas pessoas nasceram para ser sozinhas, quando falo certas pessoas, eu me incluo nestas. Não acredito no que eu sinto, e sem querer, acredito que o amor morre e os amantes fingem. Acredito com toda solenidade, no conhecimento e na experiência, nos mecanismos e em coisas que não existem pra vocês. Acho que autoconfiança é uma chave muito eficaz pra a comunicação. Creio que acredito demais e aceito muito pouco, mas de uma coisa eu tenho certeza... Você tem que ir lá embaixo, sentir o que é ruim e o que é bom, só assim você vai saber o que você realmente quer.
Por razões desconhecidas, o mal supera bem, eu não conheço você, tudo acontece do jeito que você não imaginava e depois exatamente do mesmo jeito. Quando algo passar a significar nada pra você é que o difícil passa a ser fácil, em outras palavras, de quanto mais pensamentos você se livra, não importa se eles são bons ou ruins, você se despreocupa e vive em paz. Seria esse o significado da morte? A paz após a libertação do corpo, além de todas as coisas materiais e as energias que o rodeiam finalmente poderiam ser facilmente escolhidas? Mas e as más memórias? Se as esquecermos não seriamos os mesmos, talvez apenas as compreendêssemos de um jeito diferente.
Todo o nosso império é de plástico e pode ser facilmente perdido, todo dia eu me torno outra pessoa. Eu ainda vou decepcionar mais, eu vou me machucar mais, eu não quero começar de novo, eu não preciso achar outro jeito de acreditar em tudo que mais quero, mas eu preciso de soluções, eu preciso me sentir bem. Achar a dança certa pra acompanhar a vida, esquecer o que me torna mal, o que me torna triste. Não há mais um sol, agora são lâmpadas fluorescentes lhe dizendo que todo caminho é o certo. Não posso me sentir bem só em poder sobreviver, não posso me sentir mal e inventar todo um sentimentalismo. Tudo isso é só a culpa que gira em torno do meu egoísmo.
É o que me torna mais mecânico que me surpreende, é ver que todos os caminhos já foram traçados, é saber todas as previsões. Procurar ter o que não pode ser roubado, custar, mas acreditar no que é raro. Levar a vida assim no acaso e trilhar um caminho mesmo que ele já exista, não se importar se não for o único, se importar em saber que foi você, naquele momento, foi você.